O mês de dezembro de 2006 fechou com chuva acima do normal na capital paulista. A estação medidora do Mirante de Santana (zona norte), do Instituto Nacional de Meteorologia), registrou um total de 311,5 mm. A média histórica é de 198,9 mm, considerando o período de 1943 a 2004. As medições regulares no Mirante começaram em 1943. O mês foi quente, com média de temperaturas máximas de 28,3C, quase 2 graus acima do normal. As madrugadas paulistanas também foram mais abafadas do que o normal. A média das temperaturas mínimas ocorridas em dezembro de 2006 foi de 19,5 graus, exatos 2 graus acima do normal. O município de Franca, no norte de São Paulo, na divisa com o Triângulo Mineiro, acumulou fenomenais 465,2 mm de chuva no mês de dezembro de 2006. O valor extremamente alto é resultado dos vários temporais que ocorreram na região ao longo do mês, provocados por áreas de nuvens carregadas que se persistiram por vários dias seguidos no extremo norte de São Paulo e também sobre o sudoeste de Minas Gerais. Climatologicamente, dezembro é o segundo mês do ano com maior valor médio de chuva, que é de 275,8 mm (normais do período de 1961 a 1990). A chuva continua intensa e constante na maior parte do Estado de São Paulo neste início de Janeiro.
FRIO DIMINUI CO CENTRO-SUL DO BRASIL
Áreas de instabilidade associadas à presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), ainda deixam o tempo carregado em grande parte do Sudeste. Nas áreas do Sul de Minas Gerais ainda pode chover forte. Em São Paulo a nebulosidade ainda persiste no leste por conta da umidade que chega do mar. No Sul, a circulação marítima também favorece o crescimento de nuvens carregadas desde o leste de Santa Catarina até o Paraná. Mesmo assim não há risco de chuva forte. Nas outras áreas do Sul e de Mato Grosso do Sul, o céu está com poucas nuvens. Poucas nuvens também desde o litoral baiano até o Rio Grande do Norte. No Norte, nuvens tropicais formadas pelo tempo úmido cobrem a maior parte da Região.